2004/06/23

Beijou Mesmo?!

Enviaram-me um e-mail, a propósito do Luís [ou Luiz?!] Felipe Scolari e de um tal de Beijoqueiro mencionado na bd Um Emplastro no Coração, a perguntar se é verdade ou não que o último beijou o primeiro. É, é mesmo verdade, e a prova está aqui [atenção: fotografia mesmo no fundo da página].

Tanto quanto sei o Senhor José Alves de Moura é português e vive numa favela desde que se lembra*, e vai beijando quem passa e quem quer, daí ser conhecido como o Beijoqueiro. Tem um currículo invejável, beijou de cima a baixo e da esquerda à direita, tanto que houve uma dupla sertaneja [?!] que lhe dedicou uma música, da qual fica aqui uma breve passagem:

Beijoqueiro

Beijoqueiro
Beijoqueiro

Oitava maravilha
Apoteose
Jóia de patrimônio[sic]
Luso-tupi-guarani

Super campeão de beijos
O povo pede bis
Piloto do desejo
De ver o povo feliz
Beijoqueiro © Kleiton Ramil e Kledir Ramil

Não sei se o Beijoqueiro beijou o Kleiton e o Kledir Ramil [… até parece que estou a falar de um normalizador da flora intestinal e de um anti-inflamatório da mesma marca], aquilo que eu sei é que no seu invejável e longo currículo de 5.000 “beijados”, dizem que são 100.000, mas eu não acredito, constam nomes como Frank Sinatra, Roberto Carlos, Xuxa e o Papa João Paulo II, como também foi mencionado nessa bd. Fiquei a conhecer o Beijoqueiro aí uns cinco, vá lá, seis anos, muito antes da Bienal de São Paulo, no Centro de Arte Contemporânea de Barcelona, através do documentário Beijoqueiro - Portrait of a Serial Kisser de Carlos Nader, que além de hilariante, tentava dar a entender que o mais importante para o Senhor José não era beijar, mas dar a entender ao mundo que ainda existe amor e fraternidade no Brasil.

* excepto por um breve período de tempo em que este internado por ter sido apanhado a beijar o chão da Avenida Vargas no Rio.