2004/06/08

Meia-Noite nos Jardins do Bem e do Mal

Disse-me, quem é de lá, que a festa em Serralves foi espantosa, havia de tudo: quase-artistas, críticos da estrelinha, músicos reformados, feirantes de arte e muita, muita gente à procura da tal borla, sobretudo famílias que confundiram Serralves com o Estádio do Dragão e os Televison com a banda da Praça da Alegria.

As aparições mais notadas, e já noite dentro, foram as de António Costa, com um casal de amigos, e Nuno Cardoso, acompanhado de falta de ar, ao que parece por se ter perdido nos tortuosos caminhos do jardim.

Disse-me, também quem é de lá, que um dos nossos críticos de arte comentou que à noite, a falta de iluminação e a gente que andava às cegas, fizeram dos jardins a melhor instalação que Serralves teve nestes últimos 5 anos.

O próprio crítico também andou às cegas, entregue à reflexão sobre o que é isso de arte contemporânea, mas depressa encontrou caminho seguindo o lampião de insultos de uma família que ia mais à frente.

Os mais pragmáticos fizeram a pergunta óbvia, com um mecenas como a Galp, como é que ninguém em Serralves se não se lembrou de iluminar os caminhos com candeeiros a gás?! Resposta imediata de um político local que saltou de trás dum arbusto: no poupar é que está o ganho.